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ARTIGO
ADRIANO AUGUSTO FIDALGO
Adriano Augusto Fidalgo
Advogado Sênior da Fidalgo Advocacia. Professor Universitário. Mestre em Educação.
Aulas online - Breves considerações como pai de aluna, professor e estudante/profissional

Nesses tempos excepcionais em que praticamente o mundo parou por alguns meses eu me vejo no tocante à educação em pelo menos três ângulos de observação, quais sejam: i) a de pai de aluna ii) a de professor universitário e, iii) a de estudante também, em algumas oportunidades fazendo cursos, participando de lives, ora assistindo ou falando e participando de eventos ou reuniões utilizando as plataformas digitais então disponíveis. No uso das câmeras há acidentes, como o relatado pela jornalista que filmou o seu esposo nú tomando banho, portanto é um cuidado a se tomar com essa exposição íntima/privada (intimíssima no caso) dentro do lar.

Já faz alguns anos que eu participo de grupos de estudos ligados ao direito (Digital Law Academy – antiga Comissão de Direito Digital OAB/SP), a tecnologia e a educação. Em específico sobre os estudos pelas vias digitais eu participo do Grupo de Pesquisa em Educação, Tecnologia e Cultura Digital (GRUPETEC) que se notabiliza especialmente em estudar as metodologias ativas de ensino, com isso usando todos os instrumentos possíveis para que o aluno alcance da melhor forma possível os objetivos perseguidos.

Com a pandemia do COVID-19 várias instituições de ensino tiveram que acelerar esse procedimento de efetivar aulas online com plataformas específicas, o que causou até certo temor a vários profissionais da área de educação. Excepcionalmente, algumas instituições já estão mais preparadas para isso do que as outras, portanto, a pandemia colocou todos nós na situação de enfrentamento para que as aulas não ficassem paradas.

Como professor universitário, na área do direito, eu vejo que há um esforço dos alunos em usar os aparatos tecnológicos e muitas das vezes terem que acompanhar a aula pelo celular. Do meu lado, eu vejo que tem sido um hábito dos alunos não ligar as câmeras. O que é complicado para um professor, pois ficamos sem o retorno. E quem dá aula gosta de estar próximo, notadamente nos tempos atuais em que o professor deve ser um orientador, um mediador na busca de conteúdos no caminho da aprendizagem, com a provocação de discussões temáticas fundamentadas.

Com as crianças eu observo alguns equívocos. Ou seja, buscou-se que os estudos continuassem mesmo que a estrutura não seja a ideal, oque foi acertado. De fato, os Colégios estavam menos preparados do que as Universidades em regra. Observo pais que no afã de ajudar exageram na participação com os filhos, com uma preocupação descabida com conteúdo, por vezes beirando a competição. Noto crianças que não obedecem à fala dos professores, o que demonstra falta de educação familiar, ao não respeitar o momento oportuno, por exemplo. De todo modo, o importante é suplantarmos de uma melhor forma possível esse tempo, com a preservação da saúde mental de todos, especialmente os jovens que, de sopetão, viram-se isolados em suas casas.

Sob o ângulo de estudante, eu gosto de estudar por plataformas digitais, mas também gosto de aulas, eventos e palestras presenciais. Eu creio que para quem está no nível universitário o ensino hibrido é o caminho mais moderno. O grande desafio como estudante ou profissional é conseguir reservar tempo e fazer os cursos e tomas contato com os materiais mais necessários no momento, o que se mostra uma tarefa hercúlea, dada a grande quantidade disponível. Porém, um dos critérios de escolha deve ser a qualidade e a especificidade que mais se adequar à sua exigência para o momento, afinal, o nosso tempo é muito valioso, ainda mais agora.

De todo modo, o que importa é valorizar o tempo que se pode dedicar aos estudos. O momento é excepcional, de modo que, “perder o ano” e cumprir o currículo não deve ser uma preocupação dramática para os pequenos, pois se pode recuperar adiante. Importante que se mantenha acesa a chama de que estudar é fundamental, prepara-nos para melhorarmos pessoalmente e profissionalmente, com saúde, sem traumatizar, notadamente as crianças não perdendo o lúdico, para que, na retomada, o processo seja gradativo, eficaz e feliz.

Se no caminho, aparecer um cachorrinho, alguém de pijama na transmissão, isso faz parte da nossa humanização e deve nos aproximar. Contudo, os cuidados com a exposição são recomendáveis para se evitar um possível auto-bullying.

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