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ARTIGO
ELóI MAIA DE OLIVEIRA
Elói Maia de Oliveira
Doutorando em Educação; Mestre em Filosofia; Licenciado em Filosofia e Pedagogia. Professor da rede pública do Estado de São Paulo e Professor universitário.
O “fascismo” brasileiro?

Poucos, de fato, conhecem o significado do que foi o fascismo e seus desdobramentos. O fascismo foi um movimento político que surgiu na Itália sob a liderança de Benito Mussolini que pregava a forma radical de uma visão econômica de direita e de uma forma extremamente forte sob o viés conservador da sociedade, resultando em uma chamada extrema “direita conservadora”.

Mas será que de fato o Brasil caminha para esse cenário?

É de si notar que os últimos acontecimentos aqui no Brasil apresentam aspectos semelhantes e que podemos correlacionar não só com o fascismo, mas com o nazismo também. Mas quem promove esses aspectos aqui no Brasil não apresentam intelecto suficiente para tal organização política.

Os afrontes que o Presidente Bolsonaro tem realizado em conjunto com sua meia dúzia de discípulos apresentam um fator grave de apropriação de conceitos que vão totalmente de encontro com os crimes descritos na Lei 7.716/1989 no artigo 20 parágrafo 1. E diante dessas características há outros fatores do fascismo, como: culto ao líder, desprezo por liberdades individuais, exaltação de “valores tradicionais”, tudo isso com um misto de nacionalismo e servidão ao Estado podendo dizer de certas similaridades com o regime fascista de antigamente.


Bolsonaro, representante pobre desse conceito de fascismo, não consegue articular o seu governo e vê-se perdido diante de tantos escândalos com tentativas fracassadas de manipulação aos órgãos independentes. Invocado por Montesquieu a divisão tripartite dos poderes da República, Bolsonaro não entende o papel do poder Executivo e nas tentativas pífias de um autoritarismo e no controle dos Poderes, encara-se com a solidão diante da opinião pública, fator fundamental para um representante do povo.

Seu governo não tem a mídia. Seu governo não tem o povo. Seu governo não tem nem seus políticos apoiadores que o fez se eleger. Bolsonaro tem robôs, como exposto o caso das fake news. Bolsonaro tem uma minoria, que conseguiu através do medo entrar no governo de maneira mentirosa e manipuladora. Mas agora, no momento que o Brasil precisa de um Presidente, ele percebe que os robôs não lhe adiantam muito mais coisas.

Ele apela para os discursos de efeito, na tentativa de manipular a massa (característica essa de um regime fascista), mas a população tem acordado, antes mesmo dele “reinar”. E seu projeto pobre de governo, junto com seus filhos, que são tão quão, ignorantes de conhecimento, conseguem “convencer” umas dúzias de pessoas que se sentem despreparadas e com um medo latente de “acordar” preferem crer no seu “Messias” porque não sabem  abrir mão daquilo que tanto defendeu e para não se decepcionarem mais, preferem não admitir o que os fatos lhe apresentam.

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